Lembro que ainda criança costumava ouvir dos meus pais que eu era uma menina de personalidade forte. De fato, eu sempre fui muito opinativa, determinada, persistente, geniosa… mas no meio dessas característica todas, muitas vezes se sobressaia a minha timidez e o fato de eu ser sempre a “quietinha” da turma.

Aí você deve estar pensando “se ela era quietinha, como pode ter personalidade forte?”. É realmente paradoxal, mas a verdade é que eu gosto de expor a minha opinião no momento certo, quando necessário e de certa forma chego a ser egoísta, não por querer ser sempre a melhor em relação aos outros, mas por querer viver no meu mundo, por querer ficar um pouco isolada, vivendo somente com os meus pensamentos e ideias aleatórias.

Não me considero intelectual, super inteligente ou diferente de ninguém, mas sempre senti que numa turma de 10 meninas, dificilmente me identificaria com todas elas. Seja por gosto musical, por tipo de  conversa, por ser sempre a “do contra”… em fim, por ser madura demais para minha idade. Talvez por isso, sempre tive (e me orgulho disso) um grupo pequeno e limitado de amigos – amigos que eu sei que são para a vida toda – porque eu sei que além de compartilhar uma afinidade praticamente inexplicável, temos uma ideologia, um modo de vida em comum.

Tenho uma amiga que costuma brincar dizendo que tem uma mulher de 30 anos no meu corpo de 16! Pode parecer estranho, mas na maior parte do tempo me sinto assim… parece que eu tenho 30 anos no cérebro, mas 16 na data de nascimento!

Em fim… o que eu realmente quero dizer é que não existe gente excluída. Nós mesmo nos excluímos, por necessidade, e sabe aqueles filmes americanos onde a menina “madura” (nem tão madura assim né) tenta se encaixar de todo jeito na turma dos populares? Pois é… não caia nessa. Como já dizia a Pitty “Mesmo que seja estranho, seja você!”.

Sim, é bem aquele papo clichê, mas que ainda assim não deixa de ser verdade: Ninguém precisa ter medo de ser quem realmente é!

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