Nunca as expressões “tempo é dinheiro” ou “perda de tempo” fizeram tanto sentido. No filme estrelado por Justin Timberlake (que para a minha grata surpresa tem se mostrado um ótimo ator) e Amanda Seyfried ter tempo é o mesmo que ter poder, já que num futuro não muito distante as pessoas passam a ter o “privilégio”  de parar de envelhecer aos 25 anos, mas acabam pagando com um relógio que carregam em seus pulsos, já que a partir desta idade ele começa a correr e lutar contra o tempo é algo que todos precisam fazer diariamente, ainda mais se você for pobre, já que os considerados ricos são em sua maioria imortais e vivem muito bem obrigado.

Achei a premissa do filme realmente muito interessante principalmente quando se trata dos temas relacionados a imortalidade de alguns e todas as questões voltadas para as gritantes divisões sociais que não deixam de ser muito diferentes da sociedade em que vivemos nos dias de hoje. O grande problema acredito eu, é que o filme têm uns clichês bem ridículos que começam logo que o protagonista Will vira “milionário” por acaso e revoltado com o sistema que tirou a vida de sua mãe resolve mudar a situação sequestrando a filha de um magnata do tempo. Em alguns momentos tive a impressão de houve um erro de sequência já que a personagem de Amanda Seyfried nunca tinha pego numa arma mas ainda assim atirou com facilidade, aparecendo no minuto seguinte treinando sua pontaria. Como se não bastasse a garota corre de um lado pro outro de salto alto ao lado de Justin Timberlake que mesmo não sabendo dirigir passou boa parte do longa em perseguições de carro.

Ainda assim, exageros a parte, O Preço do Amanhã não deixa de ser um bom filme, já que possui uma bela fotografia, um elenco inspirado e o melhor de tudo: uma sinopse muito inteligente. Ta aí uma boa pedida para o fim de semana!

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