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Sete Dias com Marilyn foi um dos filmes que mais aguardei. Primeiro porque sou grande fã de Michelle Williams que a cada atuação vem se mostrando uma atriz completa, o verdadeiro futuro do cinema hollywoodiano, segundo porque eu adoro tudo que diz respeito a icônica Marilyn Monroe e terceiro porque eu realmente queria vê-la retratada de uma forma completamente diferente.

Pois bem, baseado no livro “Minha Semana com Marilyn” de Colin Clark o longa nos leva até a Londres 1956, quando a mulher mais famosa do mundo aterrisa em solo britânico para filmar o longa “O Príncipe Encantado“. Na época, o autor era um jovem de 23 anos que sonhava com uma carreira na indústria cinematografica e por conta desse desejo abandona a família rica para conseguir seu primeiro emprego como terceiro assistente do diretor e também estrela do filme Laurence Oliver.

É no set de filmagens de “O Príncipe Encantado”, que toda a história se desenvolve. Colin, muito jovem e encantado com o mundo do cinema se apaixona por Marilyn que se mostra uma mulher completamente instável. Também pudera… além de não decorar as falas, encontrar problemas para interpretar, deixar Laurence Oliver com os nervos a flor da pele, Marilyn que na época tinha 30 anos enfrentava um terceiro casamento decadente, se viciava cada vez mais em remédios e ainda convivia com os fantasmas de sua difícil infância.

No meu ver, esse foi um dos principais trunfos do longa. Sete Dias com Marilyn não se trata de uma biografia da loira, mas num episódio onde podemos conhecer os bastidores da fascinante industria cinematográfica e “conviver” intimamente com a Marilyn que poucos tiveram a chance de conhecer.

Aliás, devo dizer que Michelle Williams foi merecidamente indicada ao Oscar. Mesmo não sendo fisicamente parecida com a loira, a atriz transmitiu com maestria toda a “essência” de Marilyn, parecia que estávamos vendo ela, não só pelos trejeitos, pela entonação de voz mas principalmente pela naturalidade com que Williams atuou. Michelle não imitou Marilyn, e talvez esse tenha sido o erro de muitas atrizes em tantos filmes, series, documentários, videoclipes e editoriais já lançados sobre a diva.

Enfim… Sete Dias com Marilyn é excelente. Para quem gosta da história do cinema vale mais a pena ainda, pois em boa parte do filme vemos não só os bastidores, mas várias cenas de “O Principe Encantado” serem recriadas por Michelle e Kenneth Branagh (que diga-se de passagem, também estava arrasadoramente ótimo na pele do grande Laurence Oliver). E sim… Marilyn é indecifrável! Até hoje questiono se ela realmente era atormentada pelo próprio personagem que criou ou simplesmente se fazia de vítima para ganhar ainda mais atenção do público (o masculino principalmente). Talvez um, talvez o outro ou quem sabe um pouco dos dois. O fato é que nunca saberemos a verdadeira resposta para esse enigma chamado Norma Jeane Mortensen!

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