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Sempre que assisto um filme muito bom, fico me perguntando o porque de não ter assistido ou até mesmo prestado a atenção nele antes. E foi exatamente essa sensação que eu tive, assim que assisti “O Grande Truque” um filme de 2006 que eu ainda não tinha tido a “oportunidade” de prestigiar.

O longa, é do talentosíssimo Christopher Nolan (basta assistir A Origem ou qualquer um dos filmes da trilogia do Batman para entender do que eu estou falando) e gira em torno de uma trágica disputa entre dois mágicos ingleses. Só para começar, os mágicos em questão são intepretados por dois atores que eu adoro, Hugh Jackman na pele do carismático Rupert Angier e o meu queridíssimo Christian Bale no papel do perspicaz Alfred Borden, completando o elenco de primeiríssima grandeza temos o ótimo Michael Caine (sim! o mordomo do Batman), Scarlett Johansson que embora não seja uma Meryl Streep sempre cumpre bem seu papel (se é que me entendem), o camaleônico David Bowie (no papel do engenheiro croata Nicola Tesla) e a jovem atriz inglesa Rebecca Hall que desde “Vicky, Christina, Barcelona” do Woody Allen vem chamando muito a minha atenção.

E antes mesmo de fazer qualquer resenha sobre o longa, preciso dizer que dois fatos fizeram com o que filme entrasse maneira definitiva na minha seleta lista de filmes favoritos. 1º, se passa na Inglaterra Vitoriana o que para uma amante de história como eu, torna-se um detalhe e tanto. 2º o filme gira em torno da mágica, que sim, fascina, ainda mais quando o tema é muito bem explorado o que obviamente é o caso. Mais do que isso, o longa trata-se da obsessão de dois homens, da busca doentia por algo a mais, pelo “The Prestige” como sugere o titulo original ou até mesmo “O Grand Truque” já que logo no inicio da trama aprendemos que um número de mágica consiste em três atos: A Promessa, A Virada e é claro o Grande Truque!

Bem, falando de forma geral (pois de maneira alguma quero estragar “as surpresas”) o filme, como já dito anteriormente, conta a história dos antes amigos, agora muito mais que concorrentes Rupert Angier e Alfred Borden. O primeiro é atormentado pela morte da mulher (interpretada pela Piper Perabo), mas destaca-se como mágico por ter carisma e simpatia, algo que por mais idiota que pareça é fundamental na apresentação de um número, o segundo não tem tanto carisma, mas é perspicaz o suficiente para criar números fenomenais, ou seja, juntos formariam a dupla perfeita, mas em lados opostos tornam-se inimigos do tipo “mortais”.

Gostei bastante dos atores principais serem um charme a parte ao longa já que Hugh Jackman, carismático por natureza, consegue impor muito bem todas as nuances do personagem, assim como Christian Bale que por ser um dos melhores atores da atualidade e totalmente acostumado a lidar com personagens “complicados” consegue de maneira sólida emprestar todas as características necessárias para a construção do enigmático Borden.

Um ponto importante que ainda não mencionei é que toda essa disputa é narrada de forma não linear, são narrativas dentro de narrativas, o que escrito pode parecer complicado, mas ao contrário de A Origem não dificulta em nada a compreensão do expectador. Diria que no final você realmente se sente como uma pessoa que descobriu o truque da mágica, mérito total do “mágico” em questão Chistopher Nolan e seu irmão Jonathan que na minha humilde opinião formam uma dupla insuperável.

Confesso que já perdi as contas de quantas vezes assisti o filme e por mais que saiba exatamente o que vai acontecer no minuto seguinte, sempre fico extasiada com a trama irresistivelmente bem construída! Realmente vale muito a pena conferir!

comentário desnecessário: tem como não AMAR o Christian Bale?

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