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Fugindo um pouco do tradicionalismo “caseiro” do natal, decidi ir ao cinema nessa escaldante tarde de 25 de dezembro. Confesso que sempre que vou assistir um filme, já tenho decidido qual será o escolhido, no entanto, dessa vez como foi uma decisão de ultima hora, fiquei bastante em dúvida sobre qual longa metragem assistir.

Por fim, acabei escolhendo: As Aventuras de Pi. E digo, foi uma escolha extremamente acertada!

Não sabia grandes coisas sobre o filme, apenas que contava a história de um rapaz indiano chamado Pi (adoro a história do nome dele) que é filho do dono de um zoológico. Seus pais, no entanto, decidem se mudar para o Canadá e toda a família viaja rumo a América do Norte em um navio cargueiro. Lá pelas tantas, o navio sofre um naufrágio, e Pi, sendo o único sobrevivente fica completamente perdido em alto mar ao lado de uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre chamado Richard Parker.

Este tigre, aliás, merece um paragrafo a parte. Fiquei indignadíssima (no bom sentido), ao descobrir que fui enganada. Sim, Richard Parker em boa parte do longa é “digitalizado”, mas isso logicamente não compromete em nada o filme. E eu que sou uma “manteiga derretida” quando o assunto é bichinhos, vi a relação de Richard e Pi como um dos pontos altos da película.

O título original do filme é Life of Pi ou A vida de Pi em tradução livre, o que ao meu ver seria muito mais apropriado, já que o longa não é uma aventura estilo “crônicas de nárnia”, mas uma história de fé, superação e esperança. É um drama. E acredito que toda a introdução antes do grande clímax foi fundamental para a construção do protagonista  (muito bem defendido pelo desconhecido Suraj Sharma) e até mesmo para o melhor ator coadjuvante de todos os tempos: o tigre de bengala Richard Parker!

Não sou nenhuma especialista em cinema, mas bato palmas para o diretor Ang Lee que fez um trabalho admirável e acima de tudo impecável. Estou até agora estasiada com as cenas deslumbrantes e intensas que assisti neste filme!

Só posso dizer que, As Aventuras de Pi foi uma surpresa positiva, e nesse climinha de festas de fim de ano, nada melhor que um drama dos bons para nos fazer refletir!

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