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Autor: Emily Giffin
Título Original: Where We Belong
Ano de Lançamento: 2012
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 445
Sinopse: Marian Caldwell é uma produtora de televisão de 36 anos, vivendo seu sonho em Nova York. Com uma carreira bem-sucedida e um relacionamento satisfatório, ela convenceu todo mundo, inclusive si mesma, que sua vida está do jeito que ela deseja. Mas uma noite, Marian atende a porta… para apenas encontrar Kirby Rose, uma garota de 18 anos com a chave para o passado que Marian pensou ter deixado para trás para sempre. Desde o momento que Kirby aparece na sua porta, o mundo perfeitamente construído de Marian — e sua verdadeira identidade — será chacoalhado até o fim, fazendo ressurgir fantasmas e memórias de um caso de amor apaixonado que ameaça tudo para definir quem ela realmente é. Para a precoce e determinada Kirby, o encontro vai provocar um processo de descobrimento que a leva ao começo da vida adulta, forçando-a a reavaliar sua família e seu futuro com uma visão sábia e doce. Enquanto as duas mulheres embarcam em uma jornada para encontrar o que está faltando em suas vidas, cada uma irá reconhecer que o lugar no qual pertencemos normalmente é onde menos esperamos — um lugar que talvez forçamos a esquecer, mas que o coração se lembra eternamente.

Peter na verdade está certo — segredos e mentiras são realmente a mesma coisa, e minha vida, de tantos modos, tem sido uma grande e enorme mentira.

Marian Caldwell é uma bem sucedida produtora de TV de 36 anos que vive num confortável apartamento em Manhattan e namora o rico, bonito e sofisticado CEO da rede televisiva na qual sua série é produzida.

Kirby Rose é uma jovem de 18 anos, prestes a se formar no colegial e com nenhuma intenção de ir para a faculdade. Apaixonada por música, ela toca bateria e na maior parte do tempo se sente “distante” todas as meninas que estão a sua volta, principalmente sua irmã mais nova, Charlotte que é a estrela da natação de sua cidade.

O que duas mulheres tão diferentes podem ter em comum? Nada, não fosse o fato de que Marian é a mãe biológica de Kirby.

Tudo começa num belo dia de abril quando Kirby, em busca de respostas sobre o seu passado, bate na porta de Marian desenterrando uma série de segredos e mentiras que ficaram muito bem escondidos nos últimos dezoitos anos.

Quando tinha a idade de Kirby, Marian viveu um romance com o jovem musico Conrad Knight e desse rápido relacionamento surgiu uma gravidez indesejada que parecia “atrapalhar” todos os planos da vida perfeita que ela sonhou em algum dia ter. Assustada, Marian conta a novidade somente para sua mãe, omitindo a verdade até mesmo de Conrad que a viu pela ultima vez no dia em que ela simplesmente terminou o relacionamento e ignorando tudo que eles haviam vivido juntos, virou as costas para nunca mais voltar.

Sem coragem de fazer um aborto, Marian decide levar a gravidez adiante e adia os planos da faculdade por um ano, isolando-se numa das propriedades de seus pais até que o bebê finalmente nascesse e ela pudesse destiná-lo a um lar com uma família preparada para criar uma criança. Desde então, Marian omitiu essa fase de sua vida, e seguiu em frente lutando pela carreira que desde a escola ela sonhava em possuir. Agora, entretanto, com Kirby em sua porta num momento que ela sabia que uma hora ou outra iria acontecer, tudo está voltando à tona. O seu passado, as suas mentiras, as suas escolhas e principalmente os seus sentimentos por Conrad que foi o primeiro (e talvez único) grande amor de sua vida.

Emily Giffin conduz a narrativa alternando entre os pensamentos de Marian – onde podemos entender os motivos que a levaram a abrir mão de sua filha, e perceber que a vida que ela leva não é tão perfeita quanto aparenta ser – e os pensamentos de Kirby que motiva a sua busca por suas verdadeiras origens como uma forma de entender a si própria e é claro, descobrir o porquê de não ter sido criada por seus pais biológicos.

Laços Inseparáveis é uma história familiar tocante, e mesmo que eu não tenha chorado como uma manteiga no fim da narrativa, fiquei remoendo a história de Marian, Conrad e Kirby pensando o quanto uma mentira que ás vezes julgamos como um “simples” segredo pode mudar completamente a vida de outras pessoas. Se Marian tivesse contado a Conrad sobre sua gravidez, eles teriam ficado juntos? Se Marian tivesse optado pela adoção, mas estivesse presente na vida de sua filha, ela e Kirby teriam um bom relacionamento? Se Marian tivesse criado sua filha sozinha, ela teria conquistado tudo que conquistou? São questões que podem até ficar sem respostas, mas servem para percebemos que muitas vezes encarar o problema de frente é uma solução dura, mas que no fim é recompensadora, mesmo que no passado você tenha optado em fugir do “caos”, chega um momento em que simplesmente não há como se esconder como o próprio Conrad diz em uma das passagens do livro.

Um belíssimo e recomendadíssimo livro que redimiu Emily Giffin em minhas prateleiras, depois do (pelo menos para mim) chatissimo “A Noiva Traída”.

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