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Autor: Marc Levy
Título Original: Et Si C’etait Vrai…
Ano de Lançamento: 2001
Editora: Bertrand Brasil
Número de Páginas: 256
Sinopse:  A jovem e bela Lauren, estudante de medicina, sofre um acidente de carro, entra em coma e vai parar no mesmo hospital onde trabalha. Apesar de seu estado, Lauren consegue, espiritualmente, voltar para o seu antigo apartamento. Lá, encontra Arthur, o arquiteto que é o novo morador do imóvel e a descobre no armário do banheiro ao ir tomar banho. Ele é a única pessoa que consegue vê-la, ouvi-la e senti-la. Inicialmente se recusando a acreditar na história de Lauren, Arthur só fica convencido de toda a verdade quando vai até o hospital e a encontra desacordada. A partir daí, ele vai fazer o impossível para ajudá-la a voltar ao seu estado natural.

Todas as manhãs, ao acordar, recebemos um crédito de 86.400 segundos de vida para aquele dia, e quando vamos dormir à noite não há transporte dessa quantia. O que não foi vivido naquele dia está perdido, o ontem acabou de passar. Todas as manhãs essa magia recomeça, ganhamos um novo crédito de 86.400 segundos de vida e essa regra do jogo é incontornável: o banco pode fechar nossa conta a qualquer momento, sem nenhum aviso prévio; a qualquer momento a vida pode ser interrompida. E o que fazemos com nossos 86.400 segundos cotidianos?”

São Francisco, 1996. Lauren é uma jovem médica que dedica a maior parte de seu tempo ao trabalho, quando ela finalmente decide tirar alguns dias de folga o destino lhe manda novamente para o hospital… mas desta vez como paciente. Lauren sofre um terrível acidente de carro que de tão grave faz com atestem sua morte, entretanto, depois dos inúmeros esforços do jovem médico que a socorreu, Lauren é salva e entra em um coma profundo.

Arthur é um arquiteto que se muda para um novo apartamento. Certo dia, sua vida vira de cabeça para baixo quando ele se depara com uma mulher “escondida” dentro do seu armário. Inicialmente ele acredita que tudo não passa de uma brincadeira de seu sócio, Paul, entretanto aos poucos ele descobre que aquele era o espírito da antiga moradora do local: Lauren.

Arthur é o único que consegue ver, ouvir e tocar Lauren que passeia por aí sem ser percebida desde o dia que entrou em coma. Pouco a pouco os dois acabam construído uma belíssima relação que se fortalece ainda mais quando Lauren descobre que sua mãe foi induzida a aceitar uma eutanásia, já que sua filha estava em um estado vegetativo irreversível.

Assustado com a ideia de perder a mulher por quem se apaixonou, Arthur monta um plano mirabolante para salvar a vida de Lauren e todos os seus esforços para mudar o destino da médica nos remetem ao seu passado, quando ele perdeu uma pessoa extremamente importante em sua vida, sua mãe Lili, que faleceu quando ele ainda era uma criança.

E Se Fosse Verdade é a estreia do francês Marc Levy e como todos devem saber deu origem ao filme homônimo estrelado por Reese Whiterspoon e Mark Ruffalo. Confesso que o filme é uma das minhas comédias românticas favoritas e por isso fiquei com um pouco de receio de ler o livro e me decepcionar, com a obra ou com o filme (o que geralmente acontece), mas para a minha grata surpresa fiquei encantada com ambos. São histórias completamente “diferentes”, o foco do livro é muito mais profundo e “filosófico” que o filme – que por mais supérfulo que possa ter se tornado, ainda não perde a graça e o encanto, até mesmo porque responde algumas lacunas deixadas em aberto no livro, como por exemplo: “Porque só Arthur é capaz de ver Lauren?”

Lauren e Arthur são personagens incríveis. Ela é a personificação da mulher moderna: jovem, bonita, bem sucedida e tão focada em sua carreira que acaba perdendo a chance de viver momentos preciosos de sua vida. Ele é um homem sensível, apaixonado e completamente engraçado… Porque sim, não tem como não rir das situações em que Arthur leva Lauren para lugares públicos e conversa com ela normalmente como se todo mundo pudesse vê-la. Imagine estar num restaurante e o homem  sentado a mesa do seu lado passa a maior parte do tempo conversando e rindo sozinho? Digno de loucura não é mesmo?

Paul o sócio de Arthur também rende momentos muito engraçados. Mesmo achando que o amigo está completamente maluco, ele não abre mão de ajudá-lo. Paul se arrisca participando do plano mirabolante que Arthur monta para salvar Lauren sem questionar absolutamente nada, provando que é sem dúvidas o tal “amigo de fé, irmão camarada” que o nosso querido Roberto Carlos tanto fala.

E não poderia deixar de citar Lili a mãe de Arthur que além de ser uma das melhores personagens da obra, nos proporciona passagens encantadoras. No fim das contas, mesmo que indiretamente ela é a verdadeira responsável pelos atos e pelo homem que Arthur se tornou.

Enfim, E Se Fosse Verdade é um livro romântico, divertido e apesar do tema sobrenatural não é nenhum pouco fora da realidade. Marc Levy conduz a narrativa com tanta naturalidade que você realmente acredita que fantasmas ou pelo menos espectros de moças em coma possam realmente existir.

O final é um caso a parte, na verdade ele nos deixa com um ponto de interrogação no meio da cara e eu fiquei tão ansiosa para saber os rumos dessa história que já estou praticamente “devorando” a continuação do livro: Encontrar Você.

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