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Autor: Jill Mansell
Título Original: Rumour Has It
Ano de Lançamento: 2012
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 430
Sinopse: O namorado de Tilly Cole acaba de se mudar do flat deles com metade de suas coisas. Sem nada para prendê-la, Tilly decide rapidamente morar mais perto de sua melhor amiga, Erin, em um vilarejo minúsculo em Cotswolds. Lá, Tilly é contratada no mesmo momento como faz-tudo em uma empresa de design de interiores. Para sua surpresa, a cidade pequena transborda escândalo, sexo, fofoqueiros e boatos, focados basicamente em Jack Lucas, o homem lindo de muita classe e melhor amigo de seu chefe. Todos falam para Tilly ignorar o encanto por Jack, que ela será apenas outra em sua cama se ela se deixar levar; mas Tilly, que trabalha ao lado de Jack, enxerga uma parte carinhosa e cuidadosa dele que não é revelada à cidade. É impossível que ele seja a mesma pessoa de quem todos falam. Ou é possível? Tilly deve separar os fatos da ficção e seguir seu instinto neste divertido romance moderno.

Dave voltou para a van dos correios, cumprimentando Jack com um aceno de cabeça e um olá quando passaram um pelo outro. Então, ele olhou para Betty, que havia permitido que o carteiro coçasse suas orelhas, mas que agora corria pelo cascalho e se jogava toda feliz sobre o novo visitante, como uma beldade agitada. O último olhar que Dave dirigiu à Tilly dizia tudo: cadelas ou garotas, não importa. Todas elas amavam Jack.” 

Não sei exatamente o porquê, mas decidi começar a leitura de Dizem Por Aí de um jeito completamente diferente do que estou acostumada a fazer. Geralmente, procuro resenhas e criticas sobre a obra antes de “embarcar” na história, entretanto, desta vez simplesmente abri o livro e comecei a ler sem quaisquer expectativas, sem nenhum aviso prévio ou qualquer ideia mirabolante de tentar desvendar a história com olhadelas básicas na sinopse!

O resultado foi satisfatório. Fiquei impressionada com a rapidez com que li o livro – que convenhamos é relativamente grosso. Não sei se foi pela minha escolha ou porque a história é um chick-lit que algumas vezes foge dos padrões do gênero, mas diria que Jill Mansell criou uma história leve, divertida e muito fácil de ser lida.

 Pois bem, a história inicia com Tilly Cole uma jovem britânica que depois de ser abandonada pelo namorado decide passar alguns dias na casa de sua melhor amiga, a simpática Erin que vive num pacato vilarejo em Cotswolds. Mesmo não estando mal pelo fim de seu último relacionamento, Tilly está cansada da vida em Londres e depois de ler um anúncio de emprego no jornal da pacata cidadezinha decide se mudar de vez para o local.

O emprego é oferecido pelo decorador Max, que recém-divorciado precisa de uma “garota faz tudo”, pois encontra dificuldades para conciliar sua bem sucedida empresa com os cuidados com a casa e sua única filha, uma energética ruivinha de treze anos chamada Lou.  À medida que Tilly se adapta a sua nova vida na pequena cidade, somos apresentados não só a Max e a Lou, mas a muitos outros personagens como o ex-casal Stella e Fergus, Kaye McKenna a mãe de Lou que é atriz e trabalha numa famosa série de TV nos Estados Unidos, a própria Erin que é dona de uma espécie de brechó de luxo e Jack Lucas o desconcertante melhor amigo de Max.

Lógico que de cara Tilly já sente borboletas no estomago só de olhas pro cara, mas prevendo o possível interesse da novata absolutamente TODOS a alertam da reputação de Jack, que depois de perder a sua noiva (que ironicamente atendia pelo nome de Rose…) se transformou no “garanhão” da cidade tendo relacionamentos de uma noite só com praticamente toda a população de sexo feminino que habitasse aquela pacata cidadezinha.

A trama central é obviamente focada no romance de Tilly e Jack e no “medo” que ambos possuem de adentrar num relacionamento sério, mas uma das coisas que eu mais gostei durante toda a narrativa foi o fato de que é possível conhecer um pouquinho mais de cada um dos já citados personagens. Todos têm o seu momento para “brilhar” na história, já que Jill Mansell não se limitou apenas ao relacionamento previsível do casal protagonista e criou arcos bem interessantes para os habitantes desse simpático vilarejo.

Em suma, Dizem Por Aí é sim um chick-lit com momentos “água com açúcar”, mas acredito que nem sempre devemos nos limitar a “rotulos”. Mesmo com uma proposta divertida e despretensiosa a autora trata de vários assuntos que hoje são figurinhas fáceis em nosso dia a dia como a homofobia, falsas amizades, o medo de assumir quem você realmente é, e é claro a fofoca que como o próprio nome da obra sugere afeta, à sua maneira, a vida de praticamente todos os personagens dessa recomendadissíma história!

P.S: Se o livro virasse filme teríamos mais uma comédia romântica fofa, britânica e deliciosa para amarmos!

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