... Autor: Dorothy Kommson
Título Original: My Best Friend’s Girl
Ano de Lançamento: 2008
Editora: Arx
Número de Páginas: 383
Sinopse: Kamryn Matika é uma jovem executiva de marketing independente e bem-sucedida, no entanto, sob sua aparente felicidade, ela esconde a dor de ter sido traída. Adele Brannon, mãe da doce Tegan, enfrenta o momento mais trágico de sua vida, o de aceitar a morte e planejar o futuro de sua filha, ao mesmo tempo que convive com a culpa de ter magoado alguém muito especial. No passado, Kamryn e Adele foram inseparáveis, melhores amigas, até que uma atitude leviana de Adele e Nate, o noivo de Kam, foi revelada, causando o rompimento tanto dos noivos, quanto das duas amigas. Alguns anos mais tarde, porém, certas barreiras precisam ser rompidas, em nome do amor e do bem-estar de uma criança, Tegan. Kam perceberá, definitivamente, que Adele reservou a ela o melhor presente que poderia receber.

Foi somente quando olhei para a certidão de adoção que substituiria a certidão de nascimento de Tegan que me dei conta do que realmente significava. Significava que eu não precisava me preocupar com o modo como eu dissera adeus a Adele, podia parar de me lamentar por não ter lhe dito que a perdoava, porque ela sabia. Minha melhor amiga sabia que eu amaria não importando o que acontecesse, porque ela me deixara seu bem mais valioso. Ela me confiara seu único e verdadeiro amor. E ter adotado Tegan, tornando a filha da minha melhor amiga a minha própria filha, era todo o perdão que Adele teria precisado. Ela não acabou comigo como achei que tivesse feito todo aquele tempo atrás; simplesmente mudou a minha vida como eu soube que faria na ocasião em que nos conhecemos.”

“A Filha da Minha Melhor Amiga” é um livro extremamente emocional. Confesso que até então não conhecia absolutamente nada da autora Dorothy Koomson, mas se suas outras publicações soarem tão sensíveis e tocantes quanto esta, sem sombra de dúvidas ela já está no meu seleto hall de escritores favoritos.

Pois bem, no livro conhecemos Kamryn Matika uma jovem executiva bem sucedida, que há anos transformou o trabalho em uma espécie de válvula de escape para a maior decepção de sua vida: Tegan, a doce filha de sua melhor amiga, Adele, é na verdade, fruto de uma traição dela com Nate, o homem com quem Kamryn estava prestes a se casar.

A relação de Adele e Nate não passou de um impulso numa noite confusa, mas Kamryn os aboliu de sua vida e quando recebe um intrigante recado da “ex-amiga”, o passado volta a bater em sua porta. Adele está em um estágio avançado de leucemia e conformada com o pouco tempo de vida que lhe resta, busca o perdão de Kam e um favor que somente ela poderia cumprir: adotar Tegan como sua própria filha.

Inicialmente, Kamryn reluta ao pedido de Adele, já que nunca sonhou com a maternidade, e Tegan, apesar de não ter culpa era afinal de contas, o resultado de uma traição das duas pessoas que Kamryn mais amou na vida.  Mas ao se deparar com os maus tratos que a garotinha sofria na casa dos avós maternos, enquanto Adele passava o resto dos seus dias em uma cama de hospital, Kam deixa as mágoas de lado e decide adotar a menina.

Tegan começou a curvar os lábios, revelando os dentes brancos, seu rosto começou a ficar arredondado enquanto o sorriso ampliava. Os olhos azuis cultuaram. O tom rosado nas maçãs do rosto e o brilho radiante nos olhos lembraram-me de Adele. Lembraram-me daquele primeiro sorriso de verdade que me dirigiu. Como me senti contagiada por aquele sorriso. E, então, dei-me conta do que Tegan dissera: “Temos de passar em casa primeiro”. Em “casa”, em nosso “lar”. E falara aquilo espontaneamente, o que significava que estava se sentindo bem no apartamento. Comigo.”

Kamryn sabe que não será fácil conciliar seu trabalho com a vida de mãe. E isso se torna ainda mais evidente quando ela “perde” o cargo de chefe para Luke Wiseman, um arrogante executivo com sotaque nova iorquino.

Aos poucos a autora constrói a bela relação da protagonista com Tegan – e Luke, que por conta de sua “amizade” com a garotinha acaba entrando de uma maneira definitiva na vida de Kamryn.

Trata-se de um livro intrigante e repleto de sentimentos. É impossível não se emocionar em algumas passagens ou até mesmo sentir “indignação” – já que por Kamryn ser negra a adoção de uma menina loira de olhos azuis numa sociedade repleta de hipocrisia e preconceito acaba se tornando mais difícil do que o previsto.

Uma história realista, que ressalta as inúmeras nuances do ser humano. Kamryn é como muitas mulheres, insegura e perfeccionista, Nate (que não fazia ideia de sua paternidade) não é um completo canalha, bem como Luke não é o poço de perfeição se imagina.

Dorothy nos entrega um livro onde a ideia principal vai muito além do perdão e da superação de problemas. Ler “A Filha da Minha Melhor Amiga” é de certa forma, entender que a vida é definitivamente uma caixinha de surpresas, e que assim como os personagens dessa bela história estamos a todo momento sujeitos inimagináveis mudanças.

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