felicity

2013 vai ficar para sempre marcado em minha memória como o meu primeiro ano na faculdade, e justamente quando estava me preparando para uma das maiores mudanças da minha vida, comecei a assistir meio que por acaso a série Felicity que foi exibida nos Estados Unidos em quatro temporadas entre 1998 e 2002.

Criada pelo mestre J.J Abrams (nada mais nada menos que o criador de Lost), a série contava a história da personagem título, a jovem Felicity que logo no primeiro episódio desiste de estudar medicina na prestigiada Universidade de Stanford na Califórnia e vai para Nova York atrás do garoto mais popular de sua escola, Ben, que ao assinar o anuário da protagonista dá a entender que nutre uma espécie de sentimento pela mocinha.

Lógico que a decisão muda completamente a vida da protagonista e é obvio que em meio a tudo isso ela precisa convencer os pais de que fez a melhor escolha, já que eles detestam a ideia de vê-la se mudar para o outro lado do país – e as coisas complicam ainda mais quando lá pela metade da primeira temporada ela revela seu desejo em estudar artes, ao invés de medicina…

Quando chega a Nova York, Felicity se sente rejeitada por Ben e pensa em desistir de sua loucura, entretanto, acaba se firmando na cidade, independentemente dos sentimentos do real motivo de sua mudança. Aos poucos ela se torna amiga de Julie, uma musicista que ainda bebê foi adotada e veio a Nova York com a intenção de conhecer seus pais biológicos, Elena, uma estudante de medicina beeem perfeccionista, Meghan que no ínicio é apenas a tresloucada colega de quarto de Felicity, mas que ao longo da série acaba conquistando seu espaço e se firmando com uma das melhores personagens do seriado e o fofo do Noel que acaba se apaixonando pela protagonista e formando um triângulo amoroso ao lado de Ben – que finalmente começa a ver Felicity com outro olhos…

{o primeiro beijo de Felicity e Ben}

Felicity é a típica mocinha de seriado teen, mas é impossível não se identificar com ela. Indecisa, altruísta, impulsiva… todas nós temos um pouquinho da protagonista e é esse o grande trunfo da série. Mesmo se passando há quase quinze anos, nunca em toda a minha vida pude assistir uma série que retratasse com tamanho realismo os desafios da vida universitária. Lógico que no meio há vários clichês – não tem como escapar disso – porém, para alguém que assim como eu está adentrando nesse universo é divertido ver a protagonista e seus amigos conciliando estudos, com relacionamentos, trabalho e todas as dúvidas e medos que envolvem a vida adulta e a escolha de uma carreira.

Enfim, Felicity é viciante. E ainda hoje é um ícone da cultura pop em geral. Frases como “Dear Sally (pronunciada por Felicity que em quase todos os episódios se correspondia com uma amiga através de fitas gravadas), “Heey” e “Can I talk to you for a second?” tornaram-se uma espécie de “bordões” que até hoje são associados a série.

Ainda assim, posso dizer que nada fez mais barulho que uma cena onde Felicity corta os cabelos!

Isso mesmo… quando a protagonista decide mudar radicalmente o visual e deixar para trás suas famosas madeixas longas e encaracoladas o público reagiu de maneira radical. Ninguém gostou do resultado e o fato é até hoje lembrado como um dos momentos mais icônicos da história da televisão norte-americana! Para se ter uma ideia o famigerado corte de cabelo é até hoje referenciado em outras produções de TV como as extintas Gilmore Girls, One Tree Hill e Sabrina, além de figurar um ranking da revista TV Guide como um dos “25 maiores erros em séries de TV” (!) haha

Mas querem saber de uma coisa? De cabelo curto ou não, o fato é que Felicity é incrível.

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