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Christian Charles Philip Bale nasceu em Haverfordwest, País de Gales no dia 30 de janeiro de 1974. Neto de atores e filho de um piloto e uma bailarina, Bale sempre teve muito contato com o mundo das artes, o que o levou com apenas treze anos de idade a fazer um teste com o aclamado diretor Steven Spielberg que o escolheu pessoalmente para estrelar o filme “Império do Sol” onde o pequeno ator fez a sua estreia no mundo dos cinemas.

Hoje, casado e pai de uma menina, Bale é considerado um dos atores mais respeitados e talentosos da atualidade, sendo amplamente reconhecido pela enorme dedicação que possui ao criar cada um de seus personagens. Vencedor de um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, ele é eternamente lembrado por ter dado vida ao Batman numa das franquias mais bem sucedidas de Hollywood, mas apesar da fama de “ator difícil”, Christian é um grande talento que vai muito além do perfeccionismo e é claro, da história do homem morcego.

Sendo assim, deixei a franquia Batman de fora e selecionei cinco outras produções onde o meu ator favorito dá um verdadeiro show de atuação (aliás, a tarefa de eleger SÓ cinco filmes do Christian foi bem árdua… tudo bem que eu sou “suspeita” para falar, mas vai ser bom ator assim lá na terra da Rainha!)

Império do Sol (1987)

Jim Graham (Christian Bale) é um garoto de 11 anos de uma família inglesa que vive no Oriente. Jim tem um padrão de vida alto, mas de repente é separado de seus pais em virtude da China ser invadida pelo Japão. Isto o força a se defender e o obriga a crescer, tornando-se então um sobrevivente em um campo de concentração com rígidas regras.

Como já havia dito anteriormente, “Império do Sol” marcou a estreia de Christian Bale no cinema. Mas o filme é muito mais do que isso. Com apenas treze anos, Chris mostra que talento vem de berço, e realmente emociona na pele do garoto mimado que de uma hora para a outra vê o seu “mundo perfeito” desmoronar com a chegada de uma Guerra. Este aliás, é  (na minha humilde opinião) um dos melhores filmes do Spielberg e vale a pena não só pelo ator principal, mas pela belíssima história que foi adapatada de um livro homônimo do escritor J.G Ballard.

Psicopata Americano (2000)

Patrick Bateman (Christian Bale) jovem, branco, bonito e sem nada que o diferencie de seus colegas de Wall Street. Protegido pela conformidade, privilégio e riqueza, Bateman também um serial killer, que vaga livremente e sem receios em busca de uma nova vítima. Seus impulsos assassinos são abastecidos por um zeloso materialismo e uma inveja torturante quando ele encontra alguém que possui mais do que ele. Após um colega dar-lhe um cartão de visitas melhor que o seu em tinta e papel, a sede de sangue de Bateman surge e ele aumenta ainda mais suas atividades homicidas, tornando-se um perigoso e violento psicopata.

Esse é um dos filmes mais “cults” das últimas décadas e se você ainda não viu, realmente não sabe o que está perdendo. Muuuito antes de ser o Batman, Bale foi o Bateman um serial killer que é basicamente a personificação de um “yuppie” (tipo aqueles carinhas que dominam a Wall Street). Rico, bonito e bem sucedido, Patrick Bateman não mata as pessoas por uma motivação… ele simplesmente faz isso para passar o tempo, como se fosse uma maneira bem usual de “sair da rotina”. A história toda é basicamente uma crítica ao consumismo e aquela coisa do “ter” e o “´parecer” – e só por isso já vale a pena – entretanto, Bale está irremediavelmente impecável na pele do psicopata. Olhar, trejeitos…. tudo. absolutamente tudo me leva a crer que nenhum outro ator seria capaz de atuar tão brilhantemente nessa produção.

O Operário (2004)

A última vez em que Trevor Reznik (Christian Bale) dormiu foi há um ano, sendo que desde então o cansaço vem destruindo progressivamente sua saúde física e mental. Ele trabalha numa fábrica operando maquinário pesado, e faz de tudo para manter seu emprego. Envergonhado por causa de seu problema, Trevor isola-se cada vez mais, tornando-se paranóico. Depois de se envolver em um acidente no trabalho em que um homem perde um braço, Trevor começa a crer que seus colegas estão conspirando para demiti-lo. Ele precisará lutar não apenas para se manter no cargo, mas também para manter a sanidade.

Esse filme é um “drama psicologico”. Sabe aquelas histórias que você fica remoendo todas as vezes que termina de assistir? É basicamente isso. O operário não tem uma trama fácil e confesso que ver Christian Bale pesando 55 kg não foi uma tarefa muito agradável. O sofrimento do protagonista é algo iminente, daquelas que chega “a saltar da tela” e boa parte disso deve-se obviamente ao talento do ator que emagreceu horrores e se preparou tão bem para dar “vida” ao Trevor que o resultado não poderia ser outro, a não ser, mais um filme incrível para o seu currículo.

O Grande Truque (2006)

Século XIX, Londres. Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale) se conhecem há muitos anos, desde que eram mágicos iniciantes. Desde então eles vivem competindo entre si, o que faz com que a amizade com o passar dos anos se transforme em uma grande rivalidade. Quando Alfred apresenta uma mágica revolucionária, Robert fica obcecado em descobrir como ele consegue realizá-la.

Eu gosto tanto desse filme que já até comentei sobre ele aqui no blog. Resumidamente, Bale dá vida a um mágico que trava uma rivalidade doentia com um colega de profissão interpretado pelo Hugh Jackman. Obviamente a história toda não acaba muito bem, mas a parceria Christian Bale e Chritopher Nolan (diretor por trás da franquia Batman) comprova ser uma das mais legais do cinema, e eu nem preciso dizer que mais uma vez o ator se entrega de corpo e alma para um personagem que apesar de não exigir grandes mudanças físicas, necessitava de uma interpretação que fizesse jus a sua  grandiosa “complexidade”.

O Vencedor (2010)

Dicky Ecklund (Christian Bale) teve seu auge ao enfrentar o campeão mundial Sugar Ray Leonard em uma luta de boxe, colocando a pequena cidade de Lowell no mapa. Até hoje ele vive desta fama, apesar de ter desperdiçado a carreira devido às drogas. Micky Ward (Mark Wahlberg), seu irmão, tenta agora a sorte no mundo do boxe, sendo treinado por Dicky e empresariado por Alice (Melissa Leo), sua mãe. Só que a família sempre o coloca em segundo plano em relação a Dicky, o que impede que Micky consiga ascender no esporte. A situação muda quando ele passa a namorar Charlene Fleming (Amy Adams), que o incentiva a deixar a influência familiar e tratar a carreira de forma mais profissional.

E por fim, o filme que deu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para o Bale. A história toda não tem nada demais, é basicamente aquela coisa de boxe + superação e blá, blá, blá. O que vale a pena mesmo é a aula de atuação que esse homem dá. Sabe aquela coisa de “mergulhar” num personagem? Pois bem, Christian atingiu o ápice de seu lema ao incorporar com tamanha naturalidade um ex-boxeador que perdeu tudo para as drogas e agora deposita todas as suas “esperanças” no talento do irmão caçula. Aliás, o filme é inspirado num caso real e se você ver a filmagem do tal Dicky Ecklund e comparar com a atuação do Christian, não vai conseguir decifrar quem é o original e quem é o ator…

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