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Fim de ano é sempre a mesma coisa: férias, verão, aquele climinha gostoso de festas e retrospectiva de tudo quanto é assunto. Como não poderia fugir da “tradição” nada melhor que
finalizar as postagens de 2013 falando de algo que está mais do que presente na minha vida e na maioria dos assuntos abordados nos blog: livros, livros e livros! Sendo assim, dá só uma olhada na minha primeira retrospectiva literária:

LIVROS LIDOS EM 2013 (todos na ordem e com link para as resenhas que fiz)
Um Porto Seguro (Nicholas Sparks); Cinquenta Tons de Liberdade (E.L James); Laços Inseparáveis (Emily Giffin); Muito Mais que uma Princesa (Laura Lee Gurhke); A Linguagem das Flores (Vanessa Diffenbaugh); E Se Fosse Verdade (Marc Levy); Encontrar Você (Marc Levy); Freud, Me Tira Dessa! (Laura Conrado); O Solteirão (Carly Phillips); Dizem Por Aí (Jill Mansell); O Refúgio (Jude Deveraux); História de Amor (Jennifer Echols); Para Sempre (Kim e Krickitt Carpenter); A Casa das Orquídeas (Lucinda Riley); Delírios de Consumo na 5ª Avenida (Sophie Kinsella); Diana: Crônicas Íntimas (Tina Brown); A Filha da Minha Melhor Amiga (Dorothy Koomson); O Signo dos Quatro (Arthur Conan Doyle); De A-ha a U2 (Zeca Camargo); A Seleção (Kiera Cass); A Elite (Kiera Cass); Reparação (Ian McEwan); Garota Exemplar (Gillian Flynn); Giane: Vida, Arte e Luta (Guilherme Fiuza); O Diário de Suzana para Nicolas (James Patterson); Querido John (Nicholas Sparks); A Culpa é das Estrelas (John Green); Amor de Redenção (Francine Rivers); Na Praia (Ian McEwan); Julieta (Anne Fortier); A Última Carta de Amor (Jojo Moyes); 1822 (Laurentino Gomes); Sheila Levine está Morta e Vivendo em Nova York (Gail Parent); Hoje eu Sou Alice (Alice Jamieson); O Projeto Rosie (Graeme Simsion); Histórias de Divã (Grabriel Rolon); O Verão que Mudou a Minha Vida (Jenny Han);  Sem Você Não é Verão (Jenny Han); Nós Sempre Teremos o Verão (Jenny Han); Aqueles que Nos Salvaram (Jenna Blum); Não Conte a Ninguém (Harlan Coben); A Promessa (Richard Paul Evans); A Luz Através da Janela (Lucinda Riley)

Casal favorito: Acredito que a grande maioria das pessoas que leram A Culpa é das Estrelas em 2013, tenha classificado Hazel e Gus como o casal favorito do ano. E não é para menos. Apesar de ter me deparado com muitos romances fofos e emocionantes durante os últimos doze meses, foi a singela história de amor do casal adolescente que luta contra o câncer que me conquistou. A boa notícia é que no próximo ano, o livro vai virar filme e a julgar pelo poster divulgado à pouco, Hazel e Gus tem tudo para me levar as lágrimas novamente.

Livro mais apaixonante: Uma categoria difícil. Poderia citar A Culpa é das Estrelas mais uma vez, mas para não soar repetitiva e fazer uma boa retrospectiva, diria que A Última Carta de Amor foi um dos livros mais apaixonantes que eu li em anos. A primeira vista, a história de uma mulher infiel ao marido pode afugentar leitores, entretanto, a maneira como Jojo Moyes conduz a narrativa, intercalando passado e presente faz com que o belíssimo romance torne-se algo simplesmente maravilhoso!

Livro que te fez refletir: Sem dúvidas, Hoje eu Sou Alice. A história real de uma jovem inglesa que passou boa parte da vida sendo abusada sexualmente pelo próprio pai, me “desarmou” em todos os sentidos. Com uma narrativa cruel e realista, Alice, permite que o leitor olhe no lugar mais profundo da sua existência, e reflita, não só sobre uma triste e cruel realidade, mas a maneira como escolhemos nos posicionar diante do mundo.

Livro que te fez soluçar: Por incrível que pareça, não sou do tipo que chora até soluçar com uma história tocante. O mais perto de lágrimas que eu consegui chegar foi com O Diário de Suzana para Nicolas (que me deixou tão estasiada e angustiada que eu nem consegui fazer uma resenha sobre ele…)

Livro que te fez dar gargalhadas: Por outro lado, rir é algo que faço com frequência, e se tem uma personagem que me provoca bons acessos de gargalhadas, é Becky Bloom. Por isso, não teria como ser diferente quando li Delírios de Consumo na 5ª Avenida, o segundo volume da “saga” da consumista mais fofa da Inglaterra. Com uma típica protagonista de livros chick lit, Becky se envolve em situações engraçadíssimas para conseguir usar seus cartões de crédito de limite estourado…

Livro que vale a pena reler: 2013 foi um ano literário super feliz. Daqui há algum tempo, sem dúvidas voltarei a reler a grande maioria dos livros que listei, mas para não soar repetitiva, classifico A Filha da Minha Melhor Amiga com um bom livro para ler quantas vezes for necessário. Sem aquelas reviravoltas que só são deliciosas na primeira vez que você descobre, o livro da autora Dorothy Koomson, é uma belíssima lição de amor e acima de tudo, perdão. Uma história que conquista qualquer um. Pode ter certeza!

O mais impossível de largar: Garota Exemplar. As tensões e os mistérios são tantos que a única coisa que você pensa em fazer é ler até descobrir o que há de “tão errado” com o casamento do casal protagonista. Harlan Coben, Sidney Sheldon e os outros mestres do mistério que me desculpem, mas em 2013, Gillian Flynn deu um banho com um dos melhores thrillers psicológicos de todos os tempos!

Maior Surpresa: Giane: Vida, Arte e Luta, a biografia do ator brasileiro Reynaldo Gianecchini foi uma excelente surpresa. Giane parecia ser aquele cara “perfeitinho”, com fama de bom moço e com uma história que poderia ser no mínimo desinteressante. AInda assim, por mais que não haja grandes escândalos durante a trajetória do ator, Giane: Vida, Arte Luta mostra que Reynaldo possui uma história incrível, cheia de altos e baixos e que por isso poderia ser “confundida” com uma espécie de “novela da vida real”. Menção Honrosa: A Trilogia Summer (O Verão que Mudou a Minha Vida, Sem Você não é Verão e Nós Sempre Teremos o Verão) da autora Jenny Hann também se mostrou uma grata surpresa. Apesar da temática adolescente, os livros abordam temas bem pertinentes e um triângulo amoroso que deixa muitos no chinelo….

Maior Decepção: Quando me deparei com a capa “purpurinada” de Sheila Levine está morta e vivendo em Nova York, acreditei que aquele seria um dos melhores chicks lits que eu já tinha lido. Ledo engano. Vendida como a “percussora” de Bridget Jones, a história é sinceramente uma grande perda de tempo. Por mais que o enredo se passe numa época diferente da nossa (os anos 1970), a personagem é a protagonista mais insegura de todos os tempos. Se colocando o tempo todo para baixo (e pelos motivos mais torpes) Sheila é uma mulher insuportável, sem um pingo de amor próprio e nem um pouco engraçada. A história toda é mórbida e sem qualquer ponta de sentido. Menção Honrosa: Para Sempre não foi bem uma decepção, já que muitos haviam me “alertado” sobre a maneira como a história toda é contada. Mas como a esperança é a última que morre, acreditei na possibilidade de que a história real do casal Carpenter fosse me surpreender… Nem preciso dizer que o efeito foi contrário né? Que diabos de narrativa é aquela? A única sensação que eu tive, infelizmente, é que o casal protagonista permaneceu junto por pura conveniência ou qualquer outro sentimento que esteja bem longe do “amor” que eles tanto gostam de propagar…

Melhor trecho: “Todas as manhãs, ao acordar, recebemos um crédito de 86.400 segundos de vida para aquele dia, e quando vamos dormir à noite não há transporte dessa quantia. O que não foi vivido naquele dia está perdido, o ontem acabou de passar. Todas as manhãs essa magia recomeça, ganhamos um novo crédito de 86.400 segundos de vida e essa regra do jogo é incontornável: o banco pode fechar nossa conta a qualquer momento, sem nenhum aviso prévio; a qualquer momento a vida pode ser interrompida. E o que fazemos com nossos 86.400 segundos cotidianos?” ~ E Se Fosse Verdade, Marc Levy

Personagem feminina favorita: Amy Elliot de Garota Exemplar. Já falei do livro, mas a Amy é um caso a parte. Inteligente, mimada, apaixonada, louca… a protagonista criada por Gillian Flynn é uma das personagens mais complexas e bem construídas que tive a oportunidade de conhecer! Só lendo para entender…

Personagem masculino favorito: Michael Hosea de Amor de Redenção. Sério, que homem é esse? Fiel, dedicado, generoso, honesto e mais um tanto de qualidades maravilhosas. Impossível não amar!

Personagem mais irritante: Me irrito fácil com alguns personagens. Basta uma atitude imatura, um ato de deslealdade, uma grosseria que eu já começo a ter uma super raiva do dito cujo. Em 2013, por mais que eu me irritasse com a já citada Sheila Levine, o Harry de A Casa das Orquídeas e a Emilie e A Luz Através da Janela, o personagem mais irritante do ano foi Diana, a Princesa de Gales. Isso mesmo, me apedrejem os admiradores da princesa inglesa, mas na biografia de Tina Brown a mãe do Príncipe William se mostrou uma mulher extremamente difícil. Por mais que ela tenha “sofrido” nas mãos da realiza, ela acabou sendo seu próprio mártir. Com atitudes dualistas, egocêntricas, calculistas e ao mesmo tempo ingênuas, Diana é uma personagem que por mais magnética e carismática que fosse, conseguiu me deixar num profundo estado de irritação.

Vilão do Ano: Briony de Reparação. Esse aliás, é um livro que eu já tinha lido anos atrás, mas por ser um dos meus clássicos modernos favoritos, voltou para a minha lista de leitura. Briony não é propriamente uma vilã, daquelas que movem céus e terras para prejudicar os mocinhos indefesos, mas como boa parte de suas atitudes afetaram negativamente a vida dos protagonistas e das pessoas a sua volta (incluindo a própria Briony), acredito que ela deva ser muito bem lembrada nesta categoria…

Autor revelação: Jojo Moyes, Emily Giffin, Jenny Hann foram todas gratas surpresas, mas Lucinda Riley sem sombra de dúvidas foi a minha maior revelação literária. Com uma narrativa natural e tramas super intricadas, a autora criou nada mais nada menos que dois dos meus livros favoritos, os emocionantes A Casa das Orquídeas e A Luz Através da Janela. Nem preciso dizer quem em 2014, A Garota do Penhasco, terceiro lançamento de Riley no Brasil, já está na minha listinha de desejos…

Top 10 (sem ordem de preferência): 1. A casa das Orquídeas; 2. A Ultima Carta de Amor; 3. Hoje eu Sou Alice; 4. Reparação; 5. Garota exemplar; 6.A Luz Através da Janela; 7. Amor de Redenção; 8. Laços Inseparáveis; 9. A Linguagem das Flores; 10. A Culpa é das Estrelas

Meta para 2014: 2013 foi o primeiro ano em que eu realmente “contei” os livros que li. Por isso, ano que vem quero ultrapassar a marca deste ano e ler pelo menos 60 exemplares – o que dá uma média de pelo 4 ou 5 livros por mês. Será que eu consigo?

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