asvioletasdemarçoTítulo Original: The Violets Of March
Ano de Lançamento: 2013
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 304
Nota: 4/5

Emily Wilson é uma escritora em crise. Com o fim de seu casamento que até pouco tempo parecia um conto de fadas e um bloqueio criativo que já dura anos, Emily decide seguir o conselho de sua melhor amiga, Anabelle, e viajar para um lugar tranquilo onde ela finalmente tivesse a chance de se reorganizar e obviamente se recuperar dos últimos acontecimentos de sua vida.

No primeiro dia de março, a escritora deixa Nova York rumo a casa de uma tia na paradisíaca Bainbridge Island – uma ilha nos arredores de Seattle onde ela costumava passar os verões de sua infância. Sua tia, Bee, é uma mulher viúva que há anos vive sozinha num casarão na beira da praia e apesar de nunca ter tido filhos, sempre manifestou um carinho maternal por Emily.

Logo nos primeiros dias, a protagonista relembra histórias do passado, reencontra um antigo namorado e descobre um fascinante diário que conta a história do amor proibido de Esther e Elliot, um jovem casal que possivelmente viveu na ilha na longíqua década de 1940 e parece estranhamente conectado às raízes da própria Emily em Bainbridge Island.

“Porque uma história de 1940, de alguém sobre quem eu nada sabia, teria qualquer relevância para minha vida? Como seria possível? Nada daquilo fazia sentido, mas em algum lugar em meu coração eu estava começando a sentir que talvez fizesse.”

À medida em que avança a história do diário, Emily fica cada vez mais envolvida com a ilha e com o seu próprio amadurecimento começa a perceber que aquele pequeno lugar esconde muito mais segredos que ela poderia imaginar. A história de Esther e Elliot parece mexer não só com a protagonista, mas com sua tia Bee que esconde mágoas do passado e alguns outros personagens que surgem ao longo da história, como Evelyn, a melhor amiga de Bee , Henry um senhor que parece ter algum tipo de história mal resolvida com a tia de Emily e o jovem Jack, um pintor que ao longo da narrativa se torna o interesse amoroso da protagonista, mas assim como os outros habitantes da ilha parece interligado a alguma consequência da história de Esther e Elliot.

“As violetas de março” é um livro repleto de mistérios e segredos de família. Cada capítulo traz uma nova informação e a ansiedade para descobrir os desfecho da história de amor do casal do diário, bem como a relação que os personagens da atualidade tem com aqueles jovens da década de 1940, tornam-se os principais motivos para que o leitor queira devorar página por página.

“A ilha da minha infância havia sido exposta a tantas tempestades que agora estava sombria com os seus segredos

Sarah Jio possui uma narrativa ágil, e os personagens por mais pequenos que possam parecer possuem papel fundamental no desfecho de cada um dos segredos apresentados ao longo da trama (apesar de alguns terem me decepcionado profundamente com as escolhas que fizeram).

O livro sem sombra de dúvidas é encantador, e em muitos momentos me fez lembrar das histórias da Lucinda Riley, que como vocês sabem é uma das minhas escritoras contemporâneas favoritas. O grande problema, porém, foi a rapidez com que a autora acabou resolvendo algumas questões e as explicações que ela acaba dando para fechar as pontas de alguns mistérios. Falar sobre isso sem dar um grande spoiler é um pouco difícil. Mas para exemplificar melhor, diria que em alguns momentos, fiquei incomodada com as saídas fáceis que Sarah Jio pareceu tomar para explicar alguns dos segredos que são sustentados ao longo de toda a trama.

Fora isso, “As Violetas de Março” se mostrou um livro leve, ágil, instigante e que cumpre muito bem o papel a que se propõe. A editora Novo Conceito está de parabéns pela belíssima capa e a diagramação que é repleta de detalhes que dão um “gostinho” da primavera em Bainbridge Island, e para quem gosta de romance, segredos de família e uma história que fala sobre amor, fé, amizade e as consequências de cada uma das nossas escolhas, o livro é sem sombra de dúvidas uma excelente pedida!

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